Deu-se, em 1917, um caso assombroso, que deu origem a numerosas controvérsias. Conta-lo-ei lacônicamente.
Em 13 de Maio de 1917, no alto da Serra d’Aire, no distrito de Leiria, num planalto, chamado Cova da Iria (Fátima), andavam duas meninas e um menino a pastorar ovelhas. Era meio-dia em ponto.
Começaram a ver relâmpagos, apesar de o céu estar claro. Preparavam-se, com receio de um temporal, para ir para suas casas (numa pequena aldeia, ali perto), quando viram sobre um arbusto, serena, cintilante, a figura de uma senhora, que lhes disse:
- “Não tenham medo; não lhes farei mal”.
As crianças aproximaram-se, e ela disse que Deus estava muito triste com os pecados dos homens, com os da carne sobretudo; que era preciso que todos fizessem preces e penitencia. Disse-lhes um segredo que nunca deveriam contar a ninguém, e que fossem ali, no dia 13 de cada mês, ao meio dia em ponto, durante 6 meses (portanto até o dia 13 de outubro desse ano 1917); que no dia 13 de outubro faria um milagre tão grande que todos deviam convencer-se de que ela era realmente a senhora do céu, e que sua missão era divina.
(Note-se: as meninas viam e ouviam a senhora; o menino via mas não ouvia).
Os pais das crianças, rústicos lavradores, não quiseram acreditar, e até as ameaçaram, se insistissem em reflerir semelhante caso. A noticia espalhou-se.
Nos dias 13 de cada mês, as crianças foram ao mesmo lugar, e os colóquios continuaram. O povo juntava-se em volta do arbusto. A autoridade do conselho de ourém, no dia 13 de agosto, leva as crianças para sua casa, para que não vão a cova de Iria. Insiste, por todos os modos, para que elas confessem o segredo: que aquilo era um manejo clerical; que tudo era mentira; chega a intimida-las, dizendo que as queimaria numa caldeira de azeite fervente. As crianças afirmaram que tudo era verdade, serenas, sem medo algum. A autoridade solta-as. Dias depois, numa pequena fazenda, aparece-lhes, de novo, a senhora, para um novo colóquio. ( É preciso notar que o governo português de então era Irreligioso). No dia 13 de setembro de 1917, ao meio dia aparece um piquete de cavalaria da Guarda Republicana, para dispersar o ajuntamento em volta do arbusto. Perante 5000 pessoas, mais ou menos, os soldados abstêm-se de qualquer violência, movidos, por certo, pelo sentimento religioso e tolerante a raça. Na cidade de Santarém, faz-se uma procissão carnavalesca, como zombaria pública ao caso “religioso de Fátima” . Depois do dia 13 de setembro, as duas meninas passaram oito dias na quinta de uma irmã, que tenho, moradora ali perto, na falda da Serra d’Aire. Inúmeras pessoas cultas foram visita-las, procurando contradize-las, enreda-las. As crianças eram sempre firmes na mesma resposta. Minha irmã diz-lhe: - “meninas, se não houver milagre nenhum, agora no dia 13 de outubro, vocês vão ser fritas numa caldeira de azeite...” Elas respondem firmemente: - “Ah ! aquela senhora não nos engana!”.
O dia 13 de outubro de 1917 chegou.
Durante toda a noite e durante a manhã até o meio-dia, houve um grande temporal, naquela região. Relâmpagos, trovões, chuva torrencial. Como a noticia correra por todo o país, milhares de pessoas dirigiam-se a “Fátima”, de automóvel, a pé e a cavalo. Há apenas uma estrada que passa ao lado. Segundo os cálculos, juntaram-se lá, de 20 mil a 70 mil pessoas: povo rústico, pessoas de cidades, crentes, descrentes, ateus, comunistas, representantes das profissões liberais, literatos, jornalistas dos grandes diários de lisboa e Porto, cientistas. A chuva cai. Ao meio-dia em ponto, Lúcia ( a menina mais velha de 10 anos, que ainda hoje vive em Coimbra, no convento das carmelitas), que estivera de joelhos, em colóquio com a senhora, levanta-se e diz em voz alta: - “fechem os guarda-chuvas. E olhem para o céu !” A chuva pára de repente.. O céu fica azul. O sol aparece com uma leve nuvem branca. Não fere a vista. O povo olha. De súbito. O sol começa a girar, vertiginosamente, com todas as cores do arco íris, como uma roda de fogo em noites de são joão. Um deslumbramento ! O povo ajoelha-se, e reza, e grita e soluça. O sol agora balanceia de um lado para outro; agora parece aproximar-se da terra; depois, continua a girar. O fenômeno dura 15 minutos. O povo volta a seus lares. Percebe que a roupa não está molhada. Espalha a noticia de tal fenômeno pelo mundo inteiro. Começam as curas “milagrosas” em Fátima. Nesse lugar inteiramente sáfaro, onde nunca ninguém viu água, brotou uma fonte abundante. Levanta-se centenas de igrejas, em honra de nossa senhora de fátima.
Texto retirado do livro original de Michel Nostradamus.
Detalhe importante ela fala que é “senhora do céu” ela não diz seu nome nem de onde veio e como veio.
O investigador deve ter a consciência de que,através de uma pesquisa ufológica,realizada com observância das normas e técnicas que regem a Ufologia,e uma vez constatado o fato ufológico,as informações e conhecimentos obtidos poderão vir a modificar as estruturas política,econômica,financeira,religiosa,social e filosófica do planeta.
terça-feira, 18 de maio de 2010
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